1.6.06

O mundo gira....


Estou melhor... Bonança...

Por quê será que não nos damos conta que as coisas vão melhorar...Tem que se dar um tempo do mundo girar; só isso...


Pássaros voando, arco-íris...Obrigado, meu Deus (bom Deus) . Obs: Fiz um ato falho no post anterior: eu queria escrever mEu Deus e escrevi mAu Deus..deixei assim mesmo percebendo o erro , pois acho que deu um estilo dúbio, que coube naquele contexto de turbilhão sentimental...

Volto a incorporar a paixão do nobre cavaleiro andante...


DQ

30.5.06

O Nada


"Viver é estar em si mesmo..." . Isso é uma grande filosofia. Viver a tristeza, a alegria, prazer, dôr, risos, prantos, amizade, discórdia, etc...

O problema é o vazio, o nada....

Há momentos em que me sinto assim. São momentos de não-vida (uma especie de solidão profunda e inexplicável)...

Agora é um destes momentos: sinto falta de tanta coisa, sinto-me incompreendido, exilado, à parte, um pária, um chato, um estorvo, alguém que não merece, ....

Isso taz-me uma tristeza... Já tentei conversar isso com pessoas e familiares que achei que iriam me entender, mas percebo que apesar do esforço, nunca conseguem ,pois talvez não saibam o peso do nada..

Hoje eu me senti assim, de lado, abandonado, sem atenção (uma espécie de carência), pois não fui visto. Pior: fui julgado e punido e abandonado a este lugar que eu abomino, de onde escrevo este texto... Será que não me encaixo ? Ah, mau Deus, será que o meu desespero me faz pôr os pés pelas mãos sempre ?? Ofender ou irritar quem eu amo e se importa comigo ?

Qual a solução ? Tantos sacrifícios, entregas e escolhas. Nem isso é visto ? Só por mim?

Preciso muito..........

Eu preciso...


Eu me culpo por precisar...


Eu queria não precisar...




Mas preciso...


Quero sair daqui e sentir algo, nem que seja algo negativo. Estou sofrendo demais e me culpo por sofrer ou por parecer que gosto disso ou que quero ser vítima! Que ironia !!


Não acho que tem que ser só alegria e felicidade, sorrisos e sucessos (inclusive combato isso), mas eu não quero isso que é "não estar em mim mesmo"... Por favor, preciso de ajuda para me achar. Já olhei no espelho e vejo uma figura patética. Tenho raiva deste cara. Por quê seus olhos estão assim ? Que olheira é essa ? Seu cabelo está estranho, suas sombrancelhas não são bonitas, seu nariz é esquisito, vejo saudades de um bebê... Boca arqueada e pele fosca...

Cadê aquele cara fantástico? Radiante, sorridente, amigão, com amor transbordando ? Não que eu o queira sempre assim, mas gosto tanto dele..Que saudades...


...de mim mesmo em mim mesmo...


Don Quixote (em um momento muito introspectivo)

PS: Eu queria mesmo ser o DQ... nem isso....

25.5.06

Cama de Gato


Eu me lembro de uma brincadeira com um barbante que é uma espécie de quebra cabeças com os dedos. Consiste em uma seqüência de movimentos e entrelaçamento dos dedos no barbante de forma a conseguir formar um tipo de figura tridimensional a cada etapa.


Hoje é pouco vista, mas tenho certeza que muitos lembram e ainda sabem fazer. É fato que quando erramos, emaranhamos os dedos e o barbante e a próxima construção dá errado.


Estou mexendo com o barbante e não sei mais a seqüência... Sinto meus dedos embrulhados como o Sting nas mãos de sua musa da música do Police.


Se eu fosse o Lula, tentaria fazer metáforas futebolísticas... Como sou o Quixote, as minhas metáforas são "marca-barbante". Os gigantes são moinhos, os sonhos são o acordar dentro de outro sonho, que não é meu. Sou a borboleta ou o sábio chinês?...

Essa rede é muito confortável. Ainda bem que ela estava lá...

O brilho no olhar é precioso. As cores do mundo. Meu amor, obrigado.


DON QUIXOTE (depois da surra, convalescendo)

11.5.06


Faz bastante tempo que estou querendo pôr pra fora certas coisas. A minha liberdade que venho conquistando a cada dia está sendo super utilizada por mim. Venho fazendo uso de tudo de maneira intensa, responsável e própria. É interessante apropriar-se daquilo que sempre fui refém.
Muitos conceitos estão mudando em minha cabeça. Tenho estado muito humano perante tudo e todos. A onipotência que eu achava ter está graças a Deus me passando a perna, o que me traz para a sanidade.
Tudo isso me permite enxergar não só o próximo de maneira mais próxima, mas ver a mim mesmo. Sempre tive facilidade em cuidar dos outros mais do que a mim.
Hoje acho um equilíbrio...posso cair, mas sei que lá embaixo tem uma rede que vai me amparar.

Obrigado

Don Quixote

27.4.06

Uma pessoa melhor...

Este canto costuma, na maioria das vezes, ser um espaço para desabafo de angústias e manifestações de protestos e indignações com a vida, sociedade ou mesmo pessoais.
Hoje estou me sentindo bem. Tão bem...
È muito bom estar assim também. A poesia está presente na tristeza e melancolia, na raiva, mas às vezes nos esquecemos que a beleza está no belo principalmente; e é ata mais fácil e óbvia. Tavez por isso não a valorizemos nestas situações. É como que “não fazer nada além da obrigação”, pois o alegre é alegre mesmo. Sabe quando o nosso chefe, professor, cônjuge ou pai espera que cumpramos o normal, a rotina, e por isso não mereceríamos crédito, pois está tudo nos trilhos..até o próximo deslize, falha, imperfeição, precariedade (aí sim, sente e espere que lá vem uma reprimenda “merecida”).
Mas hoje não quero criticar nem expor nenhuma mazela ou ferida. Hoje quero humanamente e singelamente usar este espaço onde as lágrimas de sangue vêm à tona para também pisar nas nuvens. Tenho muito direito a isso. É isso que anseio. Para isso vivemos.
Não sei se é efêmero (“um breve momento entre uma tristeza e outra” – Nietzsche), mas dane-se. Lembro-me que “NADA É TUDO”... não coloco rótulos, pois a alteridade, multiplicidade, multifaces e mistério (por que não beleza?) do ser humano é que me encanta... O fato é o aqui e o agora, o que faz sentido, estar em si mesmo..
Sinto-me muito bem, em comunhão com o Universo. Pode ser o amor, a harmonia e sintonia com minha namorada nesta fase. Estou bem ! Que feliz ! Que bom, meu Deus, obrigado! É o que sempre sonhei.
Será que Ícaro morreu feliz? Tenho certeza, pois ele ousou voar...

23.2.06

O Beijo - Klimt (especial a você..)

Olhar e ver .......

É preciso olhar e ver... Eu pelo menos quero ser visto. Estou nesta vida para acontecer, fazer besteiras, sentir...
Sou coerente: tenho uma imensa preocupação em perceber o meu próximo e acompanhá-lo. Necessidades e desejos com uma balisa que limita tudo isso: justamente o nosso relacionamento e presença efetiva na vida... (nem precisa pensar muito para digerir isso..)
Ouçam a melodia - só.

9.2.06

Vidas Secretas - ou acolher-se nas diversas nuances...


Será que genuínamente temos o direito a segredos ? Não grandes segredos, mas pequenas privacidades (não quero dizer cutucar o nariz, coçar o umbigo, mas até o direito de simplesmente ser...).
É incrível como criamos personagens que encenamos em diversas situações para grupos ou pessoas diferentes, um personagem diferente... Fazemos isso incrivelmente (ou terrivelmente) automáticos que acreditamos que somos a soma de todos eles (será ?)... Paradoxalmente, tendemos a negar aquela faceta que sabemos que está em nós, mas não gostaríamos... É a eterna luta do Dr. Jeckyl contra o Mr. Hyde, Bruce Banner contra o Hurk, o homem contra o lobisomem...
Para nossas mulheres temos que ser fortes e viris (claro que somos sensíveis, mas temos que enforcar os nossos Hydes chorões e sofredores ao máximo). Para nossas famílias, somos príncipes; exemplos de virtude e boa conduta, a realização de uma continuação de sonhos paternos e maternos (envolvendo avós, primos, irmãos, tios, etc..) – decepcioná-los é romper ou desmoronar suas expectativas e desmerecer seus cuidados e amores investidos em nós. Aos olhos de nossos colegas de estudo ou mesmo de trabalho, somos a eficiência. Na rua, ônibus e restaurantes, somos gentis e cortezes cavalheiros... Ao final do dia estamos esgotados e longe de nós mesmos. Mas... viver não era estar em si mesmo?
Será que essa proteção, estes escudos realmente nos protegem ? Quero buscar a mim mesmo, viver... Agradar aos meus olhos, e não ao grande olho do mundo, nestes tempos de Big Brother quero ser o primeiro a ser eliminado pelo público e acolhido por mim !


Com carinho, Don Quixote

7.2.06

I'm back ...!!!


Depois de algum tempo viajando.... voltei.
Atualizações mais frequentes agora acontecerão. Acompanhem...
Abraços,

Don Quixote

30.12.05

Culpa e Solidariedade


Há uma certa pressão velada na caridade, que não a legitima. Não digo que ela não exista, mas creio que existe uma carga de culpa, desejo de livrar-se daquele momento constrangedor em que uma pessoa sofrida vem pedir algo na janela de nossos carros...

A precariedade e dificuldade dos outros (principalmente de quem amamos mais, alguém próximo) dá raiva – ninguém quer ver o irmão sofrendo, por exemplo – às vezes queremos tanto nos livrar do sofrimento que nos trás ver alguém que gostamos em situação adversa, que tratamos mal justo aquele que mais precisa (mas isso é um outro assunto, para um outro post..). Onde quero chegar é na culpa que nos impele a sermos caridosos. E, na minha opinião, isso não é mais caridade, e sim somente a culpa...

Já ouvimos muito que não devemos reclamar da vida, pois se formos, por exemplo, a um hospital, veremos no pronto-atendimento pessoas que sofrem muito mais do que nós, e portanto, estaríamos reclamando de barriga cheia (culpa até de sofrer).

Cada um de nós é um ser humano. Apesar de querermos ser ótimos, o fato é que estamos verdadeiramente permeados de vicissitudes humanas; enquanto não encararmos isso, sofreremos mais.

Em minha opinião, a verdadeira solidariedade é encarar àquele a quem se presta um gesto de ajuda como a você mesmo: um espelho da dificuldade que todos passamos e que circunstancialmente, não estamos passando naquele momento... Acho isso extremamente profundo e importante, pois somos humanos imperfeitos e somos inclusive carentes, como qualquer outro par... Na nossa carência, o que enternece é quando uma qualidade humana de alguém que nos compreende como par nos estende a mão, pois precisamos sempre, em momentos diferentes, mais ou menos... Essa é a verdadeira solidariedade – ajudar a um par, a um igual, como gostamos quando isso acontece conosco, pois não há inferiores entre nós: humanos todos...