23.2.06

O Beijo - Klimt (especial a você..)

Olhar e ver .......

É preciso olhar e ver... Eu pelo menos quero ser visto. Estou nesta vida para acontecer, fazer besteiras, sentir...
Sou coerente: tenho uma imensa preocupação em perceber o meu próximo e acompanhá-lo. Necessidades e desejos com uma balisa que limita tudo isso: justamente o nosso relacionamento e presença efetiva na vida... (nem precisa pensar muito para digerir isso..)
Ouçam a melodia - só.

9.2.06

Vidas Secretas - ou acolher-se nas diversas nuances...


Será que genuínamente temos o direito a segredos ? Não grandes segredos, mas pequenas privacidades (não quero dizer cutucar o nariz, coçar o umbigo, mas até o direito de simplesmente ser...).
É incrível como criamos personagens que encenamos em diversas situações para grupos ou pessoas diferentes, um personagem diferente... Fazemos isso incrivelmente (ou terrivelmente) automáticos que acreditamos que somos a soma de todos eles (será ?)... Paradoxalmente, tendemos a negar aquela faceta que sabemos que está em nós, mas não gostaríamos... É a eterna luta do Dr. Jeckyl contra o Mr. Hyde, Bruce Banner contra o Hurk, o homem contra o lobisomem...
Para nossas mulheres temos que ser fortes e viris (claro que somos sensíveis, mas temos que enforcar os nossos Hydes chorões e sofredores ao máximo). Para nossas famílias, somos príncipes; exemplos de virtude e boa conduta, a realização de uma continuação de sonhos paternos e maternos (envolvendo avós, primos, irmãos, tios, etc..) – decepcioná-los é romper ou desmoronar suas expectativas e desmerecer seus cuidados e amores investidos em nós. Aos olhos de nossos colegas de estudo ou mesmo de trabalho, somos a eficiência. Na rua, ônibus e restaurantes, somos gentis e cortezes cavalheiros... Ao final do dia estamos esgotados e longe de nós mesmos. Mas... viver não era estar em si mesmo?
Será que essa proteção, estes escudos realmente nos protegem ? Quero buscar a mim mesmo, viver... Agradar aos meus olhos, e não ao grande olho do mundo, nestes tempos de Big Brother quero ser o primeiro a ser eliminado pelo público e acolhido por mim !


Com carinho, Don Quixote

7.2.06

I'm back ...!!!


Depois de algum tempo viajando.... voltei.
Atualizações mais frequentes agora acontecerão. Acompanhem...
Abraços,

Don Quixote

30.12.05

Culpa e Solidariedade


Há uma certa pressão velada na caridade, que não a legitima. Não digo que ela não exista, mas creio que existe uma carga de culpa, desejo de livrar-se daquele momento constrangedor em que uma pessoa sofrida vem pedir algo na janela de nossos carros...

A precariedade e dificuldade dos outros (principalmente de quem amamos mais, alguém próximo) dá raiva – ninguém quer ver o irmão sofrendo, por exemplo – às vezes queremos tanto nos livrar do sofrimento que nos trás ver alguém que gostamos em situação adversa, que tratamos mal justo aquele que mais precisa (mas isso é um outro assunto, para um outro post..). Onde quero chegar é na culpa que nos impele a sermos caridosos. E, na minha opinião, isso não é mais caridade, e sim somente a culpa...

Já ouvimos muito que não devemos reclamar da vida, pois se formos, por exemplo, a um hospital, veremos no pronto-atendimento pessoas que sofrem muito mais do que nós, e portanto, estaríamos reclamando de barriga cheia (culpa até de sofrer).

Cada um de nós é um ser humano. Apesar de querermos ser ótimos, o fato é que estamos verdadeiramente permeados de vicissitudes humanas; enquanto não encararmos isso, sofreremos mais.

Em minha opinião, a verdadeira solidariedade é encarar àquele a quem se presta um gesto de ajuda como a você mesmo: um espelho da dificuldade que todos passamos e que circunstancialmente, não estamos passando naquele momento... Acho isso extremamente profundo e importante, pois somos humanos imperfeitos e somos inclusive carentes, como qualquer outro par... Na nossa carência, o que enternece é quando uma qualidade humana de alguém que nos compreende como par nos estende a mão, pois precisamos sempre, em momentos diferentes, mais ou menos... Essa é a verdadeira solidariedade – ajudar a um par, a um igual, como gostamos quando isso acontece conosco, pois não há inferiores entre nós: humanos todos...

29.12.05

2006 : Usemos nossas armas !!!


Que em 2006, possamos ultrapassar as barreiras que achamos que existem....
Eu proponho a todos que mais do que metas sejam estabelecidas, pois o objetivo deve SER muito maior do que TER ou CONSEGUIR e CUMPRIR... Proponho que seja estabelecida em 2006 e para a vida (se quiser pode ser agora 29/12/2005 11:15hs) uma mudança para aquilo que se já é.... e sobretudo o exercício do sermos cada um de nós, consistentes, fiéis a nós mesmos (mas com a liberdade de bancar qualquer ousadia e experimentação). Vamos VIVER, sentir o gosto disso que um dia vai acabar neste plano material....
Beijos e abraços inspirados...
Don Quixote

23.12.05

Feliz Natal a todos !


Com a aproximação desta data, desejo a todos e suas famílias um excelente Natal e que 2006 seja um ano revolucionário !

Que possamos estar mais perto de nós mesmos como nunca...

"Ás vezes, quando nos colocamos em posição vulnerável e desprotegida é quando ficamos mais fortes e inteiros".

Abração,

Don Quixote
PS: Aguardem os próximos Posts : Culpa X Solidariedade...
E .... Vidas secretas ( Já escritos)

22.12.05

Medo, muralhas e pontes


O medo nos paralisa. Nos coloca em cheque a "segurança" que achamos que temos e justamente sentimos ameaçados os artifícios que criamos para manter esta sensação de proteção...

Todos nós construímos um mundo próprio, fruto do que vivemos e como fomos criados (não se trata de maturidade cognitiva, mas emocional). É importantíssimo termos noção disso, se quisermos encarar todas as facetas que se apresentam na vida (e explorar, mergulhar, sorver a vida), pois situações que ameaçam esse mundo que criamos é o dia a dia.

Isso tem um preço e uma recompensa... (é uma questão de arriscar-se, expor-se, experimentar-se - o que é difícil). O preço é ter que abrir este mundo, ficar vulnerável, "pagar pra ver" (e como faz parte, perder muitas vezes, decepcionar-se, tomar uma invertida, sofrer... em português claro: foder-se). A recompensa é a vivência, serenidade, conhecimento (não cognitivo, como já disse), segurança (por mais paradoxal que seja).

Deixo claro mais uma vez que sou contra receitinhas de auto-ajuda, em !

Podemos criar muralhas ou pontes nesta vida... é realmente uma questão de escolha. Talvez entre sonhar ou morrer estando vivo...


Abraços, Don Quixote

20.12.05

Desenvolvendo os textos


Vou, a partir de agora, publicar textos mais fechados. Histórias, crônicas, depoimentos e experiências.

Aceito sugestões.

Abraços a todos.

Don Quixote

Não há receitas e chega de teoriazinhas....

Imagino este espaço como um manifesto.

Não pensem que isso não é algo pragmático ou que vai ficar só no blablablá "papo cabeça" sem a vivência...

Ícaro caiu, mas pelo menos ousou se aproximar do sol. Cumpriu seu destino. Realizou seu sonho e pagou o preço dele... feliz.

O que quero dizer é que se trata de uma jornada em que o sofrimento nos acompanha (a dor e a delícia de ser o que é). Requer coragem para viver autenticamente. Talvez a vidinha cheia de regrinhas e a "mediocridade" traga mais felicidade, se a ponta do iceberg for suficiente e confortável.

Como diria uma amiga minha, talvez estas "viagens" estejam só aqui na minha cabeça e que eu me comunique só comigo mesmo. Por favor, digam-me se não me fiz entender (é claro que não vou esmiuçar tudo... é pra parar e e pensar um pouco mesmo).


Viver é estar em si mesmo... é preciso só isso...

"Vençam" na vida e ganhem as famosas batatas !






Don (viajando) Quixote